Os mercados de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no Chile e no Paraguai oferecem oportunidades crescentes para fabricantes brasileiros que desejam ampliar sua presença na América do Sul. Ambos apresentam economias estáveis, demanda em expansão por segurança no trabalho e condições favoráveis para negócios internacionais.
Chile: Forte demanda por EPIs e regulamentação atraente
O Chile se caracteriza como a quarta maior economia da América do Sul, destacando-se pela estrutura econômica diversificada e pelo protagonismo da mineração, responsável por cerca de 50% das exportações nacionais. Essa atividade exige EPIs de alta performance, tecnologicamente avançados e certificados, criando um mercado altamente atrativo para fornecedores brasileiros.
Em 2023, o Brasil exportou US$ 7,9 bilhões para o Chile, ocupando o posto de terceiro maior fornecedor, de acordo com relatórios de comércio exterior e balança comercial divulgados pela ApexBrasil e pelo Ministério da Economia e Comércio Exterior do Brasil.
O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil aponta quase 1.800 oportunidades para produtos brasileiros, incluindo EPIs, principalmente nos setores de mineração, construção civil, energia e indústria.
O país não exige certificação nacional obrigatória para EPIs, mas valoriza aqueles que atendem normas internacionais reconhecidas, como EN, ISO e ANSI, o que facilita a entrada de fabricantes já alinhados a padrões globais.
Paraguai: Mercado em expansão e custos competitivos
Com estabilidade econômica e ambiente regulatório aberto ao comércio internacional, o Paraguai lidera o ranking latino-americano de clima de negócios, segundo a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), estando à frente de economias maiores como México e Brasil.
Segundo dados da CCPB (Câmara de Comércio Paraguai-Brasil), do FMI e do Banco Mundial, o PIB do Paraguai em 2024 foi de aproximadamente US$ 44,4 bilhões, refletindo a força da retomada econômica. Organismos multilaterais e instituições financeiras internacionais projetam crescimento próximo de 4% para o ano, reforçando a solidez do país. O Paraguai lidera o ranking de clima de negócios na América Latina, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas, superando economias como México, Brasil e Chile. Esse cenário confirma um ambiente altamente favorável para investidores e exportadores brasileiros de EPIs.
O Brasil, inclusive, é hoje o principal fornecedor industrial do Paraguai, respondendo por 24,5% das importações (US$ 3,7 bilhões em 2023).
A logística integrada favorece o transporte terrestre, com destaque para a fronteira Ponta Porã – Pedro Juan Caballero, estratégica para o comércio bilateral. O Corredor Bioceânico, previsto para 2026, conectará o Porto de Santos (Brasil) ao Chile, fortalecendo a integração e a distribuição de produtos na região.
Para uma empresa exportadora atuar legalmente, é necessário registro sanitário de EPIs junto à Direção Nacional de Vigilância em Saúde (DNVS). O processo pode ser agilizado por meio de representante local, garantindo conformidade e segurança jurídica.
Missão Empresarial Brazilian Safety
Em maio de 2025, o Brazilian Safety realizou uma Missão Empresarial ao Paraguai junto à ApexBrasil. “A ação proporcionou conhecimento aprofundado do mercado, acesso direto a compradores, informações regulatórias essenciais e parcerias estratégicas, fortalecendo a presença brasileira e abrindo caminho para novos negócios”, destaca a gerente do Brazilian Safety, Cintia Maria da Silva.
Expo Proteção 2025
O próximo passo será no Brasil: compradores do Chile e do Paraguai estarão presentes na Rodada de Negócios do Brazilian Safety, durante a Expo Proteção 2025, que será realizada de 26 a 28 de agosto, no São Paulo Expo. Essa será uma oportunidade única para fabricantes brasileiras apresentarem seus produtos diretamente a esses mercados estratégicos.


