A data de 27 de julho, que celebra o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho, além de marcar um divisor de águas na legislação brasileira de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) também se conecta diretamente à trajetória dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no Brasil e no mundo.
Nos anos 1970, o Brasil enfrentava altos índices de acidentes de trabalho, com pouca proteção e fiscalização. A mudança começou com pressão externa: a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Banco Mundial exigiram ações concretas, colocando o Brasil sob os holofotes internacionais.
Foi nesse cenário que, em 27 de julho de 1972, duas portarias fundamentais foram publicadas, criando o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador e tornando obrigatórios os Serviços de Medicina e Segurança do Trabalho nas empresas. As normas da Consolidação das leis do Trabalho (CLT) ganharam força, iniciando uma nova era na proteção ao trabalhador. E junto com essa mudança, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) passaram a ocupar um lugar central na prevenção de acidentes.
Da Legislação ao mercado global
O fortalecimento da legislação brasileira de Saúde e Segurança do Trabalho, especialmente com a instituição das Normas Regulamentadoras (NRs) em 1978, representou um marco essencial para a consolidação do mercado nacional de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). As NRs estabeleceram diretrizes claras e rigorosas para a utilização e comercialização desses equipamentos, promovendo a elevação dos padrões de qualidade e estimulando a busca constante por inovação.
Paralelamente, as Normas Técnicas desenvolvidas pelo Comitê Brasileiro de Equipamento de Proteção Individual da ABNT (ABNT/CB-032) desempenharam papel estratégico ao definir definir critérios rigorosos de desempenho, segurança e certificação. Esse rigor normativo não apenas fortaleceu a proteção ao trabalhador brasileiro, mas também consolidou a reputação da indústria nacional de EPIs como referência em confiabilidade, qualidade e excelência, contribuindo para sua competitividade tanto no mercado interno quanto no cenário internacional. “O conjunto robusto de normas técnicas e regulamentadoras foi fundamental para elevar o padrão dos EPIs nacionais e consolidar o Brasil como fornecedor global”, destaca Raul Casanova Junior, diretor Executivo da ANIMASEG.
Esse arcabouço normativo contribuiu para a melhoria contínua dos equipamentos e processos. A busca constante por excelência fez com que o Brasil não apenas protegesse melhor seus trabalhadores, mas também se tornasse uma das referências internacionais na produção e exportação de EPIs de alta qualidade.
Exportação de EPIs: segurança que atravessa fronteiras
Hoje, o Brazilian Safety representa esse avanço no cenário internacional. Ao exportar EPIs de alta qualidade e inovação, o Brasil compartilha soluções que nasceram da necessidade de proteger vidas aqui, e que agora impactam positivamente trabalhadores em diferentes países e setores.
Cada equipamento exportado leva consigo o compromisso firmado em 27 de julho de 1972: garantir que nenhuma vida seja colocada em risco por falta de proteção, esteja onde estiver.
Neste 27 de julho, celebramos não apenas os avanços conquistados no Brasil, mas também o papel de destaque dos EPIs nacionais no mundo.
Exportar segurança é exportar um legado: o de um país que aprendeu, com sua história, que prevenir é sempre o melhor caminho.


